Lima Duarte emociona no ‘Fantástico’

“O que vi da vida” é um achado do “Fantástico”. Basicamente, o quadro ilumina um personagem dono de uma trajetória interessante e deixa a pessoa falar. O entrevistador não aparece, o que reforça a impressão confessional do relato. Há uma ou outra imagem de arquivo, mas a ênfase é no depoimento, o que torna tudo bem pessoal e a comunicação com o público parece direta. Não é a invenção da pólvora, mas o resultado vem mostrando que a ideia tem fôlego.

O formato, para funcionar, depende muito de quem estiver na berlinda e a seleção tem sido feliz. Ainda assim, anteontem, o programa ganhou uma potência inédita até aqui com a presença de Lima Duarte. O ator é também um grande contador de histórias. Destacou fatos de sua vida em ordem cronológica, narrando tudo sem descartar a informação factual, mas de um jeito poético, e sempre encerrando com uma frase inspirada e que resumia o acontecimento que tinha descrito. Começou falando do cavalo que ganhou do pai, ainda criança, para ir à escola. “Foi assim que o conhecimento me achou: a cavalo”.

Ele contou que se encantou com o rádio por causa do pai, que “lavava as mãos e punha um paletó para escutar as transmissões”. O ator chegou a São Paulo aos 15 anos, foi sonoplasta e morou num prostíbulo durante três anos. Agora, diz estar sonhando muito com o pai, Emocionado, garantiu que teve uma vida plena: “Quem viveu os eventos tão humanos que eu vivi não se interessa mais por nada”.

Se você perdeu, procure na internet, vale a pena.

Kogut

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