No Ar: Paty News “O preconceito sobre a Musica”

Paloma

Nesta oportunidade, eu Paloma Silva, mais uma vez venho apresentar a coluna “Paty News”, que desta vez abordará o mundo musical.

O preconceito sobre a Musica

Uma atitude que parece não se dá a devida atenção, por se considerar inofensiva, é o preconceito musical. Isso mesmo! A música, uma manifestação cultural que deveria unir as pessoas, acaba as separando em grupos isolados, causando inclusive verdadeiras brigas e ofensas, que às vezes resulta até mesmo em violência.

O regueiro é maloqueiro; orockeiro é drogado; o pagodeiro é sem cultura; o rapper é largado; o forrozeiro é cachaceiro; o funkeiro é depravado; swingueiraé só asneira, quem curte música clássica é ultrapassado.

Não, não é nada disso! A música, em seus mais variados estilos tem o poder de envolver, seja pelo ritmo, pela letra ou pela união desses dois elementos. Não existe o melhor estilo musical, nem aquele que não presta, afinal o que é bom para um pode ser péssimo aos ouvidos de outro.

O pop, o rock, o funk, o pagode, o axé, o samba, o reggae, MPB … em todos os ritmos encontra-se “música boa” , porém, antes de fazer essa classificação é preciso saber a real intenção de quem ouve: dançar, cantar, refletir, namorar ou simplesmente se divertir ou se movimentar.

É preciso entender, antes de sair por aí criticando e taxando o outro disso ou daquilo, que a personalidade, o caráter, o comportamento e o nível cultural de uma pessoa, não podem ser medidos pelo seu gosto musical.

O funk e o rap sofrem com a taxação de ser música de pobre, de bandido e afins mesmo tocando em bairros como Ipanema, Morumbi, Leblon. Essas taxações nada mais são do que demonstrações da mais pura e simples alteridade.

Alguns se acham inteligentes demais para ouvir/ gostar de funk e rap, outros se acham cultos demais para tal, mas a realidade é que toda essa “superioridade” intelecto-cultural não passa de limitação intelecto-cultural e o mais puro preconceito. O caso do funk do Rio de Janeiro é ainda pior, pois se o rap é a música dos bandidos, o funk é ligado diretamente ao tráfico de drogas e tudo que a sociedade tenta esconder. Além de sofrer um preconceito sócio-criminal, o funk, recentemente, em uma de suas mudanças, atraiu para si mais um estereótipo: o da vulgaridade e das “péssimas” letras.

Ora, em primeiro lugar, nem todo funk é vulgar, ainda existem funks que não falam de sexo e violência, ainda que estes sejam a maioria. Em segundo lugar, não é o funk que vulgariza a sociedade, mas sim a sociedade que se vulgarizou e contagiou o funk. A televisão está cada vez mais apelativa, com pouca roupa, muitos seios, sexo e violência no horário nobre.

Nossas crianças assistem a uma infinidade de animações japonesas com personagens com suas saias curtas, roupas decotadas, carregadas de apelo erótico e mensagens subliminares. A sociedade se vulgarizou e a música reflete a sociedade da qual ela é oriunda.

Em terceiro lugar, se for para se pautar pela qualidade da letra, o heavy metal, com suas músicas de “o mal está vindo”, “satanás voltou”, estaria morto e enterrado.

A maioria das músicas internacionais, em um país onde a minoria consegue estudar um idioma adicional, nem tocaria nas rádios e baladas.

Aliás, quem é que sabe o significado de todas (eu disse todas!) as músicas que ouve de bom grado? Quem é que para de dançar na balada para compreender ou porque compreende e se repudia com a letra de uma música internacional? Ninguém, caros amigos, ninguém.

Pois é, por hoje é só pessoal, espero que esteja do agrado de todos, e semana que vem Paty News esta de volta!nn

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