Polícia portuguesa interroga viúva de principal suspeito no caso Madeleine McCann, morto há quatro anos

De acordo com o jornal britânico Daily Mirror, a viúva do principal suspeito no caso Madeleine McCann foi interrogada pela polícia portuguesa, quatro anos após a morte do marido, Euclides Lopes Monteiro. As investigações de registros telefônicos na noite do sumiço de Maddie apontaram para o cabo-verdiano, morto em um acidente com um trator, em 2009. Luisa Rodrigues, de 40 anos, disse à publicação ter ficado surpresa com os questionamentos da polícia.

“Dois policiais me ligaram do nada e disseram que estavam na cidade (Lagos, a 15 minutos de Praia da Luz, onde Maddie desapareceu) e queriam me ver. Eles não me disseram qual era o assunto, mas quando cheguei ao café onde marcamos o encontro, me explicaram que estavam investigando o Euclides no caso da Madeleine McCann”, afirmou, em entrevista. “Eles disseram que suspeitavam dele porque ele trabalhava no resort Ocean Club, onde os McCann estavam hospedados, e porque rastrearam o sinal de seu celular na área onde a Madeleine desapareceu na noite em que sumiu”, explicou. “Eu fiquei sem palavras. Fiquei repetindo que Euclides era inocente, mas eles disseram que não era eu quem saberia disso”, concluiu a viúva.

A polícia divulgou uma simulação de como Madeleine estaria atualmente, à direita
A polícia divulgou uma simulação de como Madeleine estaria atualmente, à direita Foto: Teri Blythe / AFP

Histórico

Luisa contou que os policiais estavam interessado no passado criminal de Euclides — ele já foi preso por roubo —, em seus amigos e em seu vício em drogas — ele lutou contra o vício em heroína e cocaína durante a vida. “Eles me perguntaram muitas coisas, inclusive onde vivíamos, onde o Euclides trabalhou, como ele era e se tinha problemas com bebidas e drogas. Eles também perguntaram onde ele estava na noite em que Madeleine sumiu e se eu tinha notado alguma diferença nele depois disso. Faz muito tempo, mas tenho certeza de que ele estava em casa vendo TV. É o que ele sempre fazia após o trabalho”, descreveu. “Eles me interrogaram por cerca de uma hora. No dia seguinte, entreguei os contratos de trabalho que encontrei e detalhes sobre nossa conta conjunta que pediram. Eles nunca explicaram porque vieram me entrevistar mais de seis anos após o desaparecimento de Madeleine”, afirmou ao The Guardian.

A viúva garante que a polícia busca apenas um bode expiatório. “Eu sei que o Euclides não pegou a Madeleine. Ele saiu da prisão um homem mudado. Ele viveu uma vida honesta e era um pai e companheiro bom e honesto. Se eu achasse que ele tinha algo a ver com o desaparecimento, teria sido a primeira a denunciá-lo. Não poderia passar minha vida guardando esse segredo”, disse.

Euclides se mudou do Cabo Verde para Portugal quando ainda era criança e se tornou suspeito do desparecimento da menina britânica no ano passado. Ele foi demitido do Ocean Club um ano antes do sumiço de Maddie, após ser acusado de roubo.

Investigações

A imprensa aponta que, desde o começo deste ano, a polícia britânica identificou três suspeitos do desparecimento de Madeleine por meio de dados de seus celulares. O grupo estaria operando próximo ao local no momento em que a menina sumiu, e havia feito muitas ligações depois que o rapto foi denunciado. Madeleine McCann sumiu em 3 de maio de 2007, quando tinha três anos. Segundo seus pais, ela dormia com os irmãos no hotel.

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